sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Shalom Aleichem

Ae galëre,  estou postando sobre algo bem interessante que ouvi, sim meus caros é sobre musica, sobre uma música de uma novela que passa na Rede Globo (Caras e Bocas), que serve como trilha sonora do núcleo judaico da trama. A canção é honestamente, uma obra de mestre.
A música já é conhecida de longas datas por nós, ela chama-se Amor Perfeito, de Roberto Carlos, que foi sucesso na regravação da banda Babado Novo quando Claúdia Leitte ainda fazia parte. Os gênios atendem pelos nomes de Gê Cardoso e Lilach Davidoff, que fizeram a versão em hebraico da música e mesclou com a letra em portugues, portanto, a versão é cantada em hebraico e português. Diferentemente do original, o hit  tem como título Amor para sempre, mas geralmente todos a conhecessem pelo titulo da musica cantada por Roberto, Amor Perfeito.
Perquisando a respeito dos autores, ainda encontrei outra versão que eles fizeram, desta vez do sucesso da dupla Zezé di Camargo e Luciano, É o amor, que passou a possuir como título Ahava. Eu tô pra ver quem acha na internet a letra em hebraico,tentei e não consegui, mas acho que procurando com mais paciência se encontra. Acho que interessante não é apenas a música como obra de arte, mas como significado cultural, creio que até agora pouco o universo judaico era desconhecido pela população em geral, a telenovela mesmo que genericamente, contribuiu na difusão do conhecimento sobre a cultura deste povo, e além do mais, uma música cantada em hebraico com uma ligação tão forte com o Brasil pelo menos pra mim é novidade, mesmo ja tendo escutado pequenas canções em hebraico quando criança numa congregação de Recife durante um congresso infantil. (Mas confesso que foi a primeira vez que ouvi alguém cantar tão belamente em hebraico).

Seguem os links das versões feitas por Gê Cardoso e Lilach Davidoff, Amor para sempre e Ahava.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Humor do cotidiano

Este é um conceito próximo que define o stand-up comedy tão comentado atualmente, Humor do cotidiano, em que o humorista tem uma concepção cômica da rotina, hábitos e características das pessoas em geral ou de um grupo especifico.
O formato desse tipo de humor é próprio de shows, realizados principalmente em teatros, mas frequentemente tem sido adaptado para a TV. O stand-up é o principal ingrediente da formula do CQC (Rede Bandeirantes) que junto a outros elementos tem proporcionado ao programa diversas premiações por todo Brasil.
Mas este modo de fazer humor não é exclusivo do Custe o que Custar, programas de outras emissoras que ja estavam fazendo sucesso, despertaram o interesse das pricipais concorrentes da TV aberta brasileira. O programa Quinta categoria da MTV Brasil, contava como elenco Marcos Mion e o grupo de stand-up Os Barbixas - Anderson, Daniel e Elidio (Foto), porém, no fim de 2009, propostas foram feitas aos participantes do programa que acabaram por assinar contrato em emissoras diferentes, desfalcando o programa que agora contará com outros humoristas ainda não divulgados.


Mion foi contratado para uma nova produção da Rede Record, que de inicio tem o título Legendários, com estreia prevista para Março deste ano, o elenco do programa contará com outros VJs da MTV, como João Gordo e Felipe Solari, além do sósia do Mion, o Mionzinho, e ainda o paraquedista Gui Padua, e alguns integrantes do grupo de stand-up Deznecessários.
Já a Band, para cobrir as férias do CQC, lança ainda em Janeiro o programa É tudo improviso, com um elenco de primeira do stand-up, com participantes dos grupos As Olívias, Jogando no quintal e Os Barbixas.
Em contrapartida, a Rede Globo prefere não apostar nesta novidade ficando com seus programas humoristicos (se é que aquilo pode se chamar assim), e a Record, contratante do Mion e sua trupe, coloca meio que de lado o pretigiadissimo talento de Tom Cavalcante.
A aposta numa comédia mais jovial e espontanea pode ser uma boa cartada para as emissoras e um bom programa para o público, mas só quem dirá isso é o tempo e a qualidade das atrações, o que esperamos é que o humor de qualidade cresça notoriamente na TV brasileira.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Mulher, Alemã, Judia e Comunista

Ae pessoal, depois de tanta dica de livros, agora vou recomendar a vocês um filme que é muito interessante, e o melhor, é brasileirissimo, e foi sucesso absoluto de publico quando foi lançado. Estou falando do filme Olga, produzido em 2004, tendo como diretor o já conhecido Jayme Monjardim, e um elenco fora de série, mas destaco a atuação dos protagonistas que deram um show: Camila Morgado (Olga) , Caco Ciocler (Luis Carlos Prestes) e ainda Fernanda Montenegro (Dona Leocádia Prestes).
O contexto histórico do filme é bem marcante: Ascensão da Alemanha nazista e a Segunda Guerra Mundial. É neste enredo que entra Olga Benário, alemã de uma familia de classe média, militante comunista e judia. Toda sua familia era contra a militância de Olga, tanto que ela saiu de sua cidade natal (Munique) para morar em Berlim com o namorado na época. Por obra do destino, Luis Carlos Prestes, que residia na URSS, foi aceito no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e volta ao Brasil, mas de uma maneira difusa, fazendo escalas em outros paises para despistar a Ditadura. Nesta saga, Olga foi a guarda-costas disfarçada de Prestes, e foi assim que se apaixonaram.
Quando a Ditadura brasileira descobre que Prestes está de volta ao Brasil, o prendem, e Vargas, em plenos horrores de uma Alemanha nazista, deporta Olga,uma judia grávida, como "presente" para Hitler.
A política anti-semita e anti-comunista nazista, mandou Olga para um campo de concentração, com o passar dos dias, a filha de Olga nasce, e quando uma criança nascia num campo de concentração nazista, era destinada para adoção após o desmame, Ela teve sorte , pois a mãe de Prestes, Dona Leocádia junto com sua filha Lígia, vieram do Brasil, e no campo de Ravesnbrück, pegaram a filha de Olga e a criaram, mantendo Olga informada sobre a vida da filha.O tempo passa e as coisas pioram, grandes grupos de prisioneiros são exterminados em câmaras de gás, mas até então, os nazistas desmentiam para os demais prisioneiros dizendo que eram um novo campo de concentração. Olga foi levada, e após foi executada junto a várias mulheres numa camara de gás, no campo de exterminio de Bernburg.
A filha de Olga foi criada aqui no Brasil por sua vó, seu pai e sua tia. Ela atualmente é uma historiadora e professora aposentada da UFRJ.
Particularmente, eu acho impossivel você não assitir o filme e não se sentir motivado e comovido pela história de Olga Benário, trata-se de uma história real cheia de uma realidade assustadora. A critica afirmou que o filme teve um enfoque muito romantico, mas o publico fez com que o filme fosse um sucesso de bilheterias. Em uma só palavra, o filme é Emocionante, do inicio ao fim.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Hasta la victoria siempre

Recentemente assisti a um filme que há tempos já queria ver, quando ouvi falar sobre este pela primeira vez pensei que era uma mera produção latino-americana que não merecia crédito, e pra ser sincero nem sabia de que se travatava, mas na última semana por acaso tive a oportunidade de assisti-lo, e fiquei empolgado, por se tratar de uma história real de um homem que se tornou mito em toda América Latina, e ainda hoje é um ícone revolucionário.
Sim meu caro leitor, é dele quem vos falo, Ernesto Guevara de la Serna, ou simplesmente El Che, Che Guevara. O filme que mencionei chama-se Diários de motocicleta, produzido pelo brasileiro Walter Salles, tendo como protagonistas o mexicano Gael Garcia Bernal como Che, e o argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.
O filme relata a viagem que o jovem Che Guevara, ainda estudante de medicina, fez com seu amigo Alberto Granado, um bioquimico, em uma motocicleta Norton 500 apelidada de La Poderosa II, por alguns paises da América do Sul: partiram de Buenos Aires, percorreram algumas cidades argentinas, e passaram ainda por cidades do Chile, Peru, Colombia, Venezuela, até chegar em Caracas, capital desta ultima nação citada.A viagem durou oito meses: de 4 de janeiro de 1952 a 26 de Julho de 1952.
Foi nesta viagem que Che começa a ver a população da América Latina como um só povo, que compartilha opressões, desigualdades sociais, doenças, e também cultura. Nasce a partir desta viagem, seu sentimento pela libertação do povo latino, que mais tarde culminaria tendo ele como ícone da Revolução cubana.
Mais que relatar a saga que durou oito meses dos dois rapazes, Diários de motocicleta traz uma história belíssima sobre amizade, uma amizade verdadeira que fez com que esses dois homens tivessem suas vidas marcadas notoriamente um pelo outro, em que se respeitavam, se admiravam, e eram mutuamente cúmplices em todos os momentos de disabor e de regozijo.
A continuação da aventura desses jovens eu tomei a liberdade de pesquisar e aqui vos trago:
Depois que os amigos se separaram, Che voltou para Argentina pra terminar a faculdade, e Alberto decidiu ficar, trabalhar e construir familia na Venezuela. Eles só voltariam a se ver oito anos depois (1960) em Havana, capital cubana. No periodo em que Che era guerrilheiro, Alberto era um dos pouquissimos que podia repreendê-lo sem ser morto por isto.
Algum tempo depois, em meados de 1961, Alberto mudou-se de Havana para Santiago de Cuba, onde fundou a Escola de Medicina de Santiago de Cuba, país onde reside até hoje. Em 1967, precisamente na cidade La Higuera, na Bolívia, a saga de Ernesto "Che"Guevara chegava ao fim, ao ser executado por um soldado a mando do Coronel Zenteno Anaya.
Porém seu objetivo de unificar a América Latina nao passou desapercebido, ainda hoje sua imagem surge como icone para muitos latinos que buscam mudanças politicos-econômicas por uma vida mais digna.

Best - sellers

Ae galera, depois de milênios sem postar, aqui estou para dar outras dicas de leitura, agora de best-sellers bem atuais que são incrivelmente perfeitos para os aqueles que gostam viajar para lugares bem distantes sem sair de casa.
Quando li estes livros confesso que fiquei apaixonado pelas histórias, e sempre trago delas lições muitissimo importantes para o dia-a-dia dos relacionamentos que nós mantemos durante toda vida, quer seja com um amigo, quer seja com a familia, quer seja com Deus, e como os eventos marcantes da nossa existência nos ligam ao passado de maneira tão marcante.

O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini): Lançado em 2003, tem mais de 8 milhões de cópias vendidas por todo mundo, sem falar que tem um enredo fora de série, que aborda temas importantes culturalmente e historicamente falando, além é claro, de ter aquele "quê" magnífico de drama que faz da obra única.
A história se passa no Afeganistão (o que muito me fascinou), e traz a história de dois amigos ainda crianças, Amir e Hassan, e da devoção incondicional deste ultimo pelo seu companheiro, que por sua vez não retribuia esse sentimento. Não vou falar mais senão perde a graça, mas em suma, a história fala principalmente de amizade, de erros do passado, da busca pela redenção, tendo como plano de fundo a situação sócio-politico-econômica do Afeganistão sob o regime Talibã após a expulsão de tropas soviéticas, e as diferenças sociais entre grupos étnicos da localidade.
O filme homônimo lançado em 2007 também é excelente, mas recomendo assisti-lo depois de ler o livro, por que existem dois detalhezinhos do enredo original que foram mudados na adaptação para as telonas. Outra coisa bem interessante é que a obra traz muito da cultura árabe, tanto frases muito utilizadas, pequenos adjetivos carinhosos utilizados por pessoas intimas, ditos populares e hábitos sociais, e ainda traz um pouco de relato das caracteristicas da arquitetura local. Mas o que mais me marcou, foi a trilha sonora do filme que é esplêndida, destaco uma canção do cantor Sami Yusuf, chamada Supliccation, que com um conteúdo islâmico, trouxe uma carga extra de emoção a uma inebriante cena do filme.

A Cabana (William P. Young): Lançado em 2007, mas só disponível em português desde 2008, o livro já vendeu 2 milhões de cópias, e particularmente, é o livro que mais vi gente lendo, tanto em sala de aula, como em ônibus, e nos lugares mais improváveis que prefiro não comentar. O adjetivo mais atribuido a obra é Excelente, mas particularmente, eu diria Transformador.
O enredo fala de um homem chamado Mackenzie Allen Phillips, ou apenas Mack, que teve sua filha sequestrada e partir disso, a história toma dimensões digamos que espirituais. A obra lida com o gerenciamento dos acontecimentos trágicos das nossas vidas e como elas interferem no nosso relacionamento com Deus.
É um dos melhores que já li, e pra ser sincero, vale a pena o ler por que é um livro que excede os meros titulos de literatura comum, é um livro que de imediato lida com a vida espitual do ser humano.