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domingo, 3 de janeiro de 2010

Mulher, Alemã, Judia e Comunista

Ae pessoal, depois de tanta dica de livros, agora vou recomendar a vocês um filme que é muito interessante, e o melhor, é brasileirissimo, e foi sucesso absoluto de publico quando foi lançado. Estou falando do filme Olga, produzido em 2004, tendo como diretor o já conhecido Jayme Monjardim, e um elenco fora de série, mas destaco a atuação dos protagonistas que deram um show: Camila Morgado (Olga) , Caco Ciocler (Luis Carlos Prestes) e ainda Fernanda Montenegro (Dona Leocádia Prestes).
O contexto histórico do filme é bem marcante: Ascensão da Alemanha nazista e a Segunda Guerra Mundial. É neste enredo que entra Olga Benário, alemã de uma familia de classe média, militante comunista e judia. Toda sua familia era contra a militância de Olga, tanto que ela saiu de sua cidade natal (Munique) para morar em Berlim com o namorado na época. Por obra do destino, Luis Carlos Prestes, que residia na URSS, foi aceito no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e volta ao Brasil, mas de uma maneira difusa, fazendo escalas em outros paises para despistar a Ditadura. Nesta saga, Olga foi a guarda-costas disfarçada de Prestes, e foi assim que se apaixonaram.
Quando a Ditadura brasileira descobre que Prestes está de volta ao Brasil, o prendem, e Vargas, em plenos horrores de uma Alemanha nazista, deporta Olga,uma judia grávida, como "presente" para Hitler.
A política anti-semita e anti-comunista nazista, mandou Olga para um campo de concentração, com o passar dos dias, a filha de Olga nasce, e quando uma criança nascia num campo de concentração nazista, era destinada para adoção após o desmame, Ela teve sorte , pois a mãe de Prestes, Dona Leocádia junto com sua filha Lígia, vieram do Brasil, e no campo de Ravesnbrück, pegaram a filha de Olga e a criaram, mantendo Olga informada sobre a vida da filha.O tempo passa e as coisas pioram, grandes grupos de prisioneiros são exterminados em câmaras de gás, mas até então, os nazistas desmentiam para os demais prisioneiros dizendo que eram um novo campo de concentração. Olga foi levada, e após foi executada junto a várias mulheres numa camara de gás, no campo de exterminio de Bernburg.
A filha de Olga foi criada aqui no Brasil por sua vó, seu pai e sua tia. Ela atualmente é uma historiadora e professora aposentada da UFRJ.
Particularmente, eu acho impossivel você não assitir o filme e não se sentir motivado e comovido pela história de Olga Benário, trata-se de uma história real cheia de uma realidade assustadora. A critica afirmou que o filme teve um enfoque muito romantico, mas o publico fez com que o filme fosse um sucesso de bilheterias. Em uma só palavra, o filme é Emocionante, do inicio ao fim.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Hasta la victoria siempre

Recentemente assisti a um filme que há tempos já queria ver, quando ouvi falar sobre este pela primeira vez pensei que era uma mera produção latino-americana que não merecia crédito, e pra ser sincero nem sabia de que se travatava, mas na última semana por acaso tive a oportunidade de assisti-lo, e fiquei empolgado, por se tratar de uma história real de um homem que se tornou mito em toda América Latina, e ainda hoje é um ícone revolucionário.
Sim meu caro leitor, é dele quem vos falo, Ernesto Guevara de la Serna, ou simplesmente El Che, Che Guevara. O filme que mencionei chama-se Diários de motocicleta, produzido pelo brasileiro Walter Salles, tendo como protagonistas o mexicano Gael Garcia Bernal como Che, e o argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.
O filme relata a viagem que o jovem Che Guevara, ainda estudante de medicina, fez com seu amigo Alberto Granado, um bioquimico, em uma motocicleta Norton 500 apelidada de La Poderosa II, por alguns paises da América do Sul: partiram de Buenos Aires, percorreram algumas cidades argentinas, e passaram ainda por cidades do Chile, Peru, Colombia, Venezuela, até chegar em Caracas, capital desta ultima nação citada.A viagem durou oito meses: de 4 de janeiro de 1952 a 26 de Julho de 1952.
Foi nesta viagem que Che começa a ver a população da América Latina como um só povo, que compartilha opressões, desigualdades sociais, doenças, e também cultura. Nasce a partir desta viagem, seu sentimento pela libertação do povo latino, que mais tarde culminaria tendo ele como ícone da Revolução cubana.
Mais que relatar a saga que durou oito meses dos dois rapazes, Diários de motocicleta traz uma história belíssima sobre amizade, uma amizade verdadeira que fez com que esses dois homens tivessem suas vidas marcadas notoriamente um pelo outro, em que se respeitavam, se admiravam, e eram mutuamente cúmplices em todos os momentos de disabor e de regozijo.
A continuação da aventura desses jovens eu tomei a liberdade de pesquisar e aqui vos trago:
Depois que os amigos se separaram, Che voltou para Argentina pra terminar a faculdade, e Alberto decidiu ficar, trabalhar e construir familia na Venezuela. Eles só voltariam a se ver oito anos depois (1960) em Havana, capital cubana. No periodo em que Che era guerrilheiro, Alberto era um dos pouquissimos que podia repreendê-lo sem ser morto por isto.
Algum tempo depois, em meados de 1961, Alberto mudou-se de Havana para Santiago de Cuba, onde fundou a Escola de Medicina de Santiago de Cuba, país onde reside até hoje. Em 1967, precisamente na cidade La Higuera, na Bolívia, a saga de Ernesto "Che"Guevara chegava ao fim, ao ser executado por um soldado a mando do Coronel Zenteno Anaya.
Porém seu objetivo de unificar a América Latina nao passou desapercebido, ainda hoje sua imagem surge como icone para muitos latinos que buscam mudanças politicos-econômicas por uma vida mais digna.