
Ae pessoal, é como muita emoção que vos escrevo este post, trago sensações nunca antes conhecidas por mim, algo extremamente profundo de minhas raizes, venho falar de alguém que faz parte da minha história, da minha vida, da minha essência, mas que infelizmente não tive a oportunidade de conhecer, venho falar de alguém que provavelmente nenhum de vocês conheceram nem ouviram falar, mas que marcou uma familia e um municipio do interior da Paraíba.
Este que vos falo, paciente leitor, chama-se João Paulino de Souza, um homem honesto, trabalhador, pai de familia, muito respeitado pela cidade, pela esposa, pelos filhos, que conquistou com muito suor condições favoráveis para sua familia viver, este homem meus caros, é meu avô materno, que foi brutalmente assassinado por um pistoleiro que sem motivo nenhum para cometer o ato, deixou um vazio enorme em nossas vidas.
A dor da perda desse ícone familiar foi passada de geração em geração, e seu nome eternizado no nome de um filho e de um neto. Desse episódio triste, sobrou os cacos de pessoas que o admiravam e sentiam-se seguros em seu carinho. Há muito tempo não tinha ido a esta cidade em que tenho muitos parentes maternos e paternos, onde muitos amigos da familia lembram amargamente o fato grotesco. Visitando alguns desses amigos, recebi cumprimentos calorosos de pessoas desconhecidas, que afirmavam categoricamente me conhecer, diziam humoradamente que eu era meu avô, e completaram dizendo que sou idêntico a este, inclusive a maneira de olhar.
Após de ouvir muitos causos nostálgicos, senti-me lisonjeado pelo Senhor me conceder um pouco da aparência deste guerreiro que teve muitos sonhos interrompidos, também senti-me triste em não poder desfrutar do carinho tão provedor lembrado sucessivamente por seus filhos, creio que sou da geração que está tentando tapar as feridas deixadas pela saudade, mesmo sabendo que este propósito é inutil.
Quero deixar ao meu Avô, senhor João Paulino de Souza, a quem educou minha mãe de uma maneira tão especial, tão formidável, cuja transmite esta maneira de se relacionar familiarmente a mim e meus irmãos e desde já passaremos aos nossos filhos, ao homem que foi escolhido por Deus para ser meu progenitor materno, por ele tenho o prazer de dizer à Deus quão orgulhoso sou de ser seu neto e que nem mesmo a abrupta interrupção de sua vida vai poder apagar a honra de sua história nem seus sonhos, pois sei que há um pouquinho dele em cada um da familia, meus agradecimentos singelos ao Senhor Deus por proporcionar sua existência, e quero com muito prazer tirar neste post o pseudônimo Okinawa, para assinar Carlos Eduardo Souza, neto de João Paulino de Souza. Honras e Glórias às Jesus, nele podemos receber aparo e consolo.
Desde já peço que orem por mim e por minha família, por que Deus é fiel, e sua benignidade se estende de geração à geração. Bjos, fiquem na paz do Senhor

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